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Volta: Inventor da bateria, eletrizou o mundo e impulsionou o progresso para sempre.
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Jornada de vida
Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta nasceu em uma família nobre em Como. Seu pai era membro da nobreza local, e a família tinha fortes conexões com a Igreja Católica.
Volta iniciou sua educação formal em uma escola jesuíta local, onde desenvolveu interesses tanto em idiomas quanto em filosofia natural, apesar das expectativas de sua família para uma carreira no direito ou na igreja.
Aos apenas 18 anos, Volta publicou seu primeiro artigo científico sobre a força atrativa da eletricidade. Começou a se corresponder com os principais cientistas europeus, demonstrando sua compreensão precoce dos fenômenos elétricos.
Volta publicou 'De vi attractiva ignis electrici' sobre a força atrativa do fogo elétrico. Esta obra estabeleceu sua reputação como cientista sério e levou à correspondência com eminentes físicos de toda a Europa.
Volta foi nomeado Professor de Física na Escola Real de Como. Esta posição lhe deu recursos para prosseguir suas investigações experimentais sobre fenômenos elétricos.
Volta inventou o eletróforo, um dispositivo para produzir eletricidade estática. Este instrumento simples mas engenhoso tornou-se amplamente usado em experimentos elétricos e podia armazenar carga elétrica indefinidamente.
Enquanto estudava gases pantanosos no Lago Maggiore, Volta descobriu o metano. Demonstrou que o gás poderia ser inflamado por uma faísca elétrica, pioneiro no estudo de gases combustíveis.
Volta aperfeiçoou o eudiômetro, um instrumento para medir a composição do ar. Suas inovações permitiram análise mais precisa de gases e contribuíram para a compreensão da química atmosférica.
Volta tornou-se Professor de Física Experimental na Universidade de Pavia, uma das posições mais prestigiosas da ciência italiana. Ocuparia esta cátedra por quase quarenta anos.
Volta empreendeu uma extensa viagem científica, conhecendo os principais cientistas incluindo Laplace, Lavoisier e Benjamin Franklin. Estes encontros enriqueceram sua compreensão e expandiram sua reputação internacional.
Seguindo a publicação de Luigi Galvani sobre eletricidade animal, Volta começou a investigar o fenômeno. Inicialmente aceitou a teoria de Galvani, mas logo desenvolveria uma explicação alternativa revolucionária.
Volta publicamente contestou a teoria da eletricidade animal de Galvani. Demonstrou que a eletricidade vinha do contato de diferentes metais, não do tecido animal, iniciando um famoso debate científico.
Volta criou a primeira bateria elétrica verdadeira - a pilha voltaica. Feita de discos alternados de zinco e cobre separados por tecido embebido em salmoura, produzia um fluxo constante de eletricidade, revolucionando a ciência.
Volta comunicou sua invenção à Royal Society de Londres em uma carta famosa. A pilha voltaica foi imediatamente reconhecida como uma das descobertas científicas mais importantes da época.
Volta demonstrou sua bateria para Napoleão Bonaparte, que ficou profundamente impressionado. O imperador fez de Volta um Conde e Senador do Reino da Itália, cumulando-o de honrarias.
Napoleão concedeu a Volta a Legião de Honra e uma medalha de ouro. Estes reconhecimentos refletiam a extraordinária importância de sua invenção tanto para o progresso científico quanto para aplicações práticas.
O governo austríaco nomeou Volta como Diretor da Faculdade de Filosofia na Universidade de Pádua. Esta foi em grande parte uma posição honorária reconhecendo sua carreira distinta.
Volta aposentou-se da vida pública e retornou a sua cidade natal de Como. Viveu tranquilamente com sua esposa e filhos, desfrutando de suas propriedades e correspondendo-se com cientistas que buscavam sua sabedoria.
Alessandro Volta morreu em sua casa em Como. Sua invenção da bateria elétrica abriu a era da ciência elétrica, e a unidade de potencial elétrico, o volt, foi nomeada em sua honra.