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Herculano: pena do romantismo portugues, forjou a identidade nacional, acendeu chamas politicas.
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Jornada de vida
Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em uma família de classe média. Ele se tornaria o historiador mais influente de Portugal e uma figura pioneira do Romantismo português e da ficção histórica.
Herculano matriculou-se no Colégio Real das Necessidades, onde recebeu uma educação clássica e desenvolveu sua paixão pela história, literatura e ideias liberais.
Herculano iniciou sua carreira literária, escrevendo poemas e artigos influenciados pelos ideais românticos. Ele se envolveu com círculos intelectuais liberais opositores ao governo absolutista.
Herculano aderiu à revolta liberal fracassada contra o rei absolutista Miguel I. Após seu fracasso, foi forçado ao exílio na França e posteriormente na Inglaterra, onde estudou o Romantismo europeu.
Herculano retornou do exílio para se juntar às forças liberais de Dom Pedro IV (Dom Pedro I do Brasil). Participou do desembarque do Mindelo e das subsequentes Guerras Liberais.
Herculano lutou no cerco do Porto, enfrentando meses de dificuldades com as forças liberais. Suas experiências durante a guerra civil influenciaram profundamente suas obras históricas e literárias posteriores.
Após a vitória liberal, Herculano foi nomeado primeiro diretor da Biblioteca Pública Real do Porto, iniciando sua dedicação vitalícia à preservação e estudo da história portuguesa.
Herculano tornou-se bibliotecário no Palácio Nacional da Ajuda, dando-lhe acesso a vastos recursos arquivísticos que alimentariam suas pesquisas históricas por décadas.
Herculano fundou e editou O Panorama, a mais importante revista literária e cultural de Portugal da época, promovendo a literatura romântica e o conhecimento histórico entre o público.
Herculano publicou sua obra-prima, romance histórico ambientado no período visigótico e na conquista muçulmana. Tornou-se um marco da literatura romântica portuguesa e o estabeleceu como grande romancista.
Seu segundo grande romance explorou a vida monástica medieval e o conflito entre o dever religioso e a paixão humana. Consolidou ainda mais sua reputação como o maior romancista histórico de Portugal.
Herculano começou sua monumental História de Portugal desde suas origens, aplicando metodologia científica rigorosa. Esta obra revolucionou a historiografia portuguesa ao questionar mitos e tradições aceitas.
As obras históricas de Herculano questionando tradições eclesiásticas e o milagre de Ourique causaram feroz controvérsia. Foi atacado pelo clero conservador, mas defendeu seu compromisso com a verdade histórica.
Herculano foi eleito deputado às Cortes portuguesas, onde defendeu reformas liberais, educação e a preservação de monumentos nacionais e arquivos.
Herculano completou o quarto volume de sua História de Portugal, cobrindo o período medieval até o reinado de Afonso III. Embora inacabada, permaneceu como obra fundamental da historiografia portuguesa.
Desiludido com a política portuguesa e a vida intelectual, Herculano retirou-se para sua propriedade rural no Vale de Lobos. Passou seus últimos anos dedicando-se à agricultura e escrevendo ensaios ocasionais.
Alexandre Herculano morreu em sua querida propriedade rural. Deixou um imenso legado como fundador da historiografia portuguesa moderna e um dos maiores escritores portugueses do século XIX.