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"O Pacificador", restaurador dos Bourbons, pôs fim à Primeira República Espanhola, inaugurou um período de relativa estabilidade.
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Jornada de vida
Alfonso nasceu da Rainha Isabel II da Espanha. Questões sobre sua paternidade surgiriam mais tarde, já que o casamento de Isabel com Francisco de Asís era problemático, mas Alfonso foi reconhecido como o herdeiro legítimo.
A Revolução de Setembro derrubou a Rainha Isabel II, forçando a família real ao exílio. Alfonso acompanhou sua mãe a Paris, onde passaria seus anos formativos.
Alfonso recebeu uma excelente educação na França e na Áustria, estudando ciência militar, idiomas e arte de governar. Tornou-se fluente em francês, alemão e inglês.
A Rainha Isabel II abdicou em favor de seu filho Alfonso, tornando-o o pretendente Bourbon ao trono espanhol enquanto Amadeu de Saboia foi escolhido como rei pelas Cortes espanholas.
Depois que Amadeu I abdicou, a Espanha tornou-se uma república. A caótica Primeira República, combinada com a Guerra Carlista em curso, criou condições favoráveis para uma restauração monárquica.
Enquanto estudava na Academia Militar Real Britânica, Alfonso publicou o Manifesto de Sandhurst, prometendo monarquia constitucional e reconciliação para a Espanha.
O General Arsenio Martínez Campos se pronunciou em favor de Alfonso em Sagunto. A restauração foi pacífica, e Alfonso retornou à Espanha como rei, encerrando o período republicano caótico.
Alfonso liderou pessoalmente campanhas militares contra os carlistas no País Basco e na Catalunha, conquistando o respeito do exército e demonstrando seu compromisso com a unidade nacional.
A Constituição de 1876 foi promulgada, estabelecendo uma monarquia constitucional com sufrágio limitado. Elaborada por Cánovas del Castillo, governaria a Espanha por quase cinquenta anos.
As forças de Alfonso derrotaram os carlistas, encerrando a Terceira Guerra Carlista. O envolvimento pessoal do rei na campanha aumentou sua popularidade e consolidou a restauração.
Alfonso casou-se com sua prima María de las Mercedes de Orléans em um casamento por amor que capturou a imaginação popular. Seu casamento foi celebrado por toda a Espanha com grandes festividades.
Tragicamente, a Rainha Mercedes morreu de febre tifoide apenas cinco meses após o casamento. Alfonso ficou devastado e usou luto por meses. Uma canção popular imortalizou sua história de amor.
Alfonso casou-se com a Arquiduquesa María Cristina da Áustria-Hungria por razões dinásticas. Embora arranjado, o casamento provou-se estável e gerou três filhos.
Durante um surto de cólera, Alfonso visitou pessoalmente os doentes em Aranjuez, desafiando conselhos médicos. Este ato de coragem lhe rendeu o apelido de 'El Pacificador' e aprofundou o afeto popular.
Alfonso desenvolveu tuberculose, provavelmente agravada por sua visita aos pacientes de cólera. Sua saúde deteriorou-se rapidamente ao longo de 1885, apesar das tentativas de tratamento.
Alfonso XII morreu de tuberculose aos 27 anos. Sua esposa grávida María Cristina tornou-se regente, e seu filho póstumo Alfonso XIII nasceria rei seis meses depois.