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Amor de Perdição. O gênio romântico atormentado de Portugal que escreveu paixão e viveu tragédia.
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Jornada de vida
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa de um casal não casado. Ele se tornaria um dos romancistas mais prolíficos e celebrados de Portugal no século XIX.
O jovem Camilo perdeu sua mãe aos dez anos, deixando-o para ser criado por vários parentes. Este trauma precoce influenciaria profundamente os temas de perda e saudade em suas obras literárias.
Camilo iniciou sua educação formal em um seminário, embora mostrasse pouca inclinação para a vida religiosa. Sua natureza rebelde e interesses literários logo se tornaram aparentes.
Castelo Branco mudou-se para o Porto, o centro cultural do norte de Portugal, onde começaria a estabelecer-se nos círculos literários e jornalísticos.
Camilo publicou sua primeira obra literária, um poema que marcou o início de uma carreira extraordinariamente prolífica abrangendo mais de quarenta anos e centenas de obras.
Castelo Branco transitou da poesia para a ficção em prosa, começando a escrever os romances que estabeleceriam sua reputação como mestre português da ficção romântica e realista.
Camilo publicou sua obra-prima 'Amor de Perdição', uma história de amor trágica baseada em sua própria história familiar que se tornou um dos romances mais celebrados da literatura portuguesa.
Castelo Branco casou-se com Maria Amélia de Vilhena. No entanto, o casamento foi conturbado, e os envolvimentos românticos de Camilo com outras mulheres criariam escândalo ao longo de sua vida.
Camilo expandiu suas atividades literárias para incluir jornalismo e crítica literária, tornando-se uma voz influente na vida cultural portuguesa e envolvendo-se em famosas disputas literárias.
Camilo publicou um de seus romances satíricos mais importantes, 'Coração, Cabeça e Estômago', demonstrando sua perspicácia e crítica social em um clássico da literatura portuguesa.
Castelo Branco publicou novelas importantes que consolidaram sua posição como o romancista mais produtivo e popular de Portugal, escrevendo com notável velocidade e sucesso comercial.
Camilo voltou-se para a ficção histórica, produzindo romances ambientados em vários períodos da história portuguesa que combinavam seu estilo romântico característico com pesquisa histórica.
Maria Amélia de Vilhena morreu, marcando outra tragédia pessoal na vida de Camilo. Ele há muito vivia com Ana Plácido, com quem teve filhos.
Em reconhecimento de suas imensas contribuições às letras portuguesas, Camilo foi eleito para a Academia de Ciências de Portugal, cimentando seu status como tesouro literário nacional.
O Rei Luís I elevou Camilo à nobreza com o título de Visconde de Correia Botelho, a mais alta honra por suas realizações literárias apesar de sua saúde cada vez mais precária e visão em declínio.
Sofrendo de cegueira induzida por sífilis e incapaz de escrever, Camilo tirou sua própria vida em sua casa. Deixou mais de 260 obras e é lembrado como um dos maiores romancistas de Portugal.