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Faraó da XXVI dinastia do antigo Egito, famoso por contratar marinheiros fenícios para a primeira circum-navegação da África e por empreender a construção de um canal entre o Nilo e o Mar Vermelho.
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Jornada de vida
Neco II nasceu como filho de Psamético I em Sais, no delta do Nilo. Desde tenra idade recebeu educação da corte para prepará-lo para governar.
O jovem Neco recebeu formação abrangente em assuntos militares, administrativos e religiosos. Mostrou interesse precoce pela navegação e exploração.
Neco começou a participar em operações de defesa das fronteiras egípcias, adquirindo experiência de comando que lhe rendeu o respeito do exército.
Neco casou-se com uma nobre, consolidando a aliança entre a família real e a nobreza e fortalecendo sua posição política para a sucessão ao trono.
Após a morte de Psamético I, Neco II ascendeu ao trono. Imediatamente começou a implementar ambiciosos planos de expansão e exploração.
Neco II conduziu seu exército ao norte para apoiar a Assíria e derrotou em Megido o rei Josias de Judá que tentava detê-lo. Esta vitória deu ao Egito o controle temporário da Síria-Palestina.
Após Megido, Neco continuou sua marcha até Harã para apoiar os remanescentes assírios contra o crescente Império Babilônico.
Neco II contratou marinheiros fenícios para partir do Mar Vermelho, navegar pela costa africana e retornar pelo Mediterrâneo. Esta foi a primeira tentativa documentada de circum-navegar a África.
Neco II empreendeu o ambicioso projeto de um canal entre o Nilo e o Mar Vermelho para fomentar o comércio e encurtar as viagens entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
Neco II estabeleceu a hegemonia egípcia na região, estacionando guarnições em cidades importantes e nomeando governantes vassalos - o primeiro controle egípcio sobre esta região em séculos.
A expedição fenícia retornou após aproximadamente três anos, tendo completado com sucesso a circum-navegação da África via Mediterrâneo. Relataram que no ponto mais meridional, o sol estava ao norte.
Neco II foi decisivamente derrotado em Carquemis pelo príncipe herdeiro babilônico Nabucodonosor II. Esta batalha marcou o fim da hegemonia egípcia no Oriente Próximo.
Após Carquemis, Neco II teve que abandonar todos os seus territórios asiáticos. Voltou-se para assuntos internos e desenvolvimento naval para fortalecer as defesas egípcias.
Neco II desenvolveu massivamente as forças navais, criando frotas no Mediterrâneo e no Mar Vermelho. Introduziu os trirremes gregos, tornando a marinha egípcia uma das mais poderosas de sua época.
Nabucodonosor II tentou invadir o Egito mas foi repelido com sucesso pelas tropas de Neco, protegendo assim o Egito da conquista babilônica.
Devido a dificuldades técnicas e graves perdas humanas, além de um oráculo que advertia que o canal beneficiaria estrangeiros, Neco II interrompeu a construção. Aproximadamente 120.000 trabalhadores teriam perecido no projeto.
Neco II morreu e seu filho Psamético II o sucedeu no trono. Neco deixou um legado de reveses militares mas notáveis sucessos em exploração e desenvolvimento naval.