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O maior mestre do haiku que elevou esta forma poetica ao nivel de arte filosofica. Suas viagens pelo Japao inspiraram obras que definem a sensibilidade japonesa.
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Jornada de vida
Nasceu em uma familia samurai menor perto de Ueno. A regiao montanhosa de Iga, com seus templos e natureza, forjou sua sensibilidade poetica desde tenra idade.
Entrou ao servico de Todo Yoshitada, filho do senhor local. Compartilhando o amor de Yoshitada pela poesia, Basho comecou a estudar haikai sob o pseudonimo Sobo.
Todo Yoshitada morreu prematuramente, deixando Basho sem patrono. Este luto transformou sua vida, levando-o a abandonar o servico samurai para dedicar-se a poesia.
Mudou-se para Edo para estabelecer sua carreira poetica. Comecou a ensinar haikai e a construir um circulo de discipulos devotos que difundiriam sua influencia.
Instalou-se em uma simples cabana junto ao rio Sumida, onde seus discipulos plantaram uma bananeira (basho). Adotou este nome, simbolizando sua aceitacao da simplicidade e impermanencia.
O Grande Incendio de Tenwa destruiu sua querida Cabana da Bananeira. Esta perda aprofundou sua compreensao da impermanencia e do espirito do wabi-sabi.
Empreendeu sua primeira viagem poetica importante, que resultou em 'Diario de ossos branqueados ao vento'. Esta viagem estabeleceu seu estilo de mesclar prosa de viagem com haiku.
Compus seu haiku mais celebre: 'Velho lago / Uma ra salta / Som da agua'. Este poema revolucionou o haiku ao capturar um momento de iluminacao na vida cotidiana.
Fez uma peregrinacao ao santuario de Kashima para ver a lua da colheita. A viagem resultante, 'Diario de Kashima', mostra sua crescente maestria em fundir viagem e poesia.
Empreendeu sua viagem mais famosa atraves do norte do Japao, percorrendo 2400 quilometros em cinco meses. Esta viagem produziu sua obra-prima, considerada o apice da literatura de viagem japonesa.
Estabeleceu-se em uma nova Cabana da Bananeira construida por seus discipulos. Continuou refinando sua filosofia poetica, desenvolvendo os conceitos de sabi (beleza solitaria) e karumi (leveza).
Fechou sua porta aos visitantes durante um mes, buscando aprofundamento espiritual. Este periodo de contemplacao intensa levou a avancos em sua filosofia poetica.
Partiu em sua ultima viagem rumo a Osaka, compondo seu celebre poema de morte: 'Doente de viagem / Meus sonhos vagam / Sobre campos secos'.
Morreu pacificamente cercado por seus discipulos em Osaka. Seu ultimo poema capturou a essencia de sua filosofia - mesmo a morte e uma viagem, e a beleza se encontra na impermanencia.
